Emagrecimento: o que realmente funciona
- Nayara Lima
- 22 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de dez. de 2025

Quando o assunto é emagrecimento, é comum ver pessoas pulando de dieta em dieta, buscando o alimento “que seca”, o treino “que derrete gordura” ou a “melhor estratégia da vez”. O problema é que quase nada disso considera o que realmente manda no processo: como o corpo funciona de verdade.
Entender um pouco de fisiologia e bioquímica não é só papo técnico, é o que diferencia resultados rápidos e passageiros de mudanças reais e duradouras.
1. Perder peso não é o mesmo que emagrecer
A balança engana e muito. Ela sobe e desce por causa de:
Água
Glicogênio
Massa muscular
Conteúdo intestinal
Gordura corporal
Por isso dietas muito restritivas parecem “milagrosas” no início: você perde água, glicogênio e massa magra, mas não necessariamente gordura. Emagrecer de verdade é reduzir gordura corporal preservando massa muscular — e isso exige estratégia, não desespero.
2. Déficit calórico importa, mas o corpo não é uma maquininha
Sim, para emagrecer é preciso gastar mais do que consome. Mas reduzir tudo a essa frase simplifica demais.
Cada macronutriente ativa vias metabólicas diferentes influenciando fome, saciedade, energia e até que tipo de tecido seu corpo prioriza.
Em resumo:👉 duas dietas de 1800 kcal podem gerar efeitos completamente diferentes no corpo.
3. Para onde vai a gordura quando você emagrece?
Essa é uma curiosidade que quase todo mundo tem e a resposta surpreende.
Quando o corpo mobiliza gordura, ele quebra triglicerídeos em glicerol + ácidos graxos. Esses ácidos graxos entram na mitocôndria, são oxidados e… a maior parte vira CO₂, que você elimina pela respiração.
Sim: você literalmente expira gordura.
4. A proteína é sua aliada mais fiel
Dietas mais ricas em proteína funcionam melhor porque:
Aumentam saciedade
Mantêm a massa muscular
Têm alto efeito térmico (o corpo gasta mais energia para digeri-las)
Os aminoácidos regulam síntese e degradação proteica, algo fundamental para emagrecer sem “derreter” músculo .
E perder músculo, além de prejudicar saúde e estética, derruba a taxa metabólica, deixando o emagrecimento cada vez mais difícil.
5. Carboidratos não são vilões, o contexto importa
Demonizar carboidratos é um atalho tentador, mas equivocado.
O que realmente importa é:
a quantidade total,
o tipo de carboidrato,
o momento do consumo,
e principalmente o contexto do treino.
Carboidratos bem distribuídos melhoram o desempenho, aumentam a adesão à dieta e não impedem a queima de gordura desde que o balanço energético esteja ajustado.
6. Os reais pilares do emagrecimento duradouro
Depois de olhar para a fisiologia, fica claro que não existe mistério. O que funciona mesmo é:
✔ Déficit calórico moderado e sustentável
Extremos geram compulsão, perda de músculo e rebote.
✔ Proteína suficiente todos os dias
Seu corpo agradece — e sua fome também.
✔ Treinamento de força como base
É o que mantém (e constrói) a máquina que queima calorias: o músculo.
✔ Sono e estresse sob controle
Cortisol cronicamente elevado prejudica síntese proteica e aumenta apetite, como mostrado nos materiais de avaliação hormonal.
✔ Uma dieta que cabe no seu dia a dia
A melhor dieta é sempre a que você consegue manter.
Artigo elaborado pela Dra. Nayara Lima
Nutricionista Esportiva – CRN 15276
Especialista em Hipertrofia, Cutting e Performance
Atendimento presencial em Manaus (AM) e online para todo o Brasil
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